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1 de abr. de 2011

Com Certeza...

De joelhos não é maneira de ser livre
Levantando um copo vazio, pergunto silenciosamente
Todos meus destinos aceitarão aquele que sou eu
Então eu posso respirar ...
Tal como a gravidade, são esses lugares que me puxam
Se alguma vez houve alguém para me manter em casa
Seria você...


Todos que encontro, em gaiolas que compraram
Eles pensam sobre mim e minha vida errante, mas eu sou o que eles nunca pensaram
Eu tenho a minha indignação, mas sou puro em todos os meus pensamentos.
Eu estou vivo...


Deixe comigo que eu encontro um jeito de ser
Considere-me um satélite, sempre orbitando
Eu conhecia todas as regras, mas as regras não me conheciam
Com certeza.
(Sussurrando)

Guaranteed
Eddie Vedder

19 de fev. de 2011

As músicas na escrita:

Ao contrário do que muita gente pensa as letras das músicas falam muito mais do que deveriam. São como palavras "são jogadas ao ar", sem validade, sem nenhum importância e as vezes nem fazem o sucesso.
Nunca parou para pensar?
Elas expressam diversos sentimentos como os mais comuns: amor, amizade, felicidade e também ódio e rancor; mas também mostram a mediucridade, a ignorância e a impaciência.
As músicas se fazem, sozinhas, através das vivências de quem as escreve.
Podemos "te dar o céu o mar, pra ganhar o seu coração" (Luan Santana) e podemos dizer que "Você chegou perto demais do fogo; como um mentiroso procurando perdão de uma pedra" (Green Day).
Ou talvez se compararmos "Que mentir pra si mesmo, é sempre a pior mentira." (Renato Russo) ou "Nenhuma apelação no tribunal hoje, como a própria prisão" (Creed).
E ir até o ponto de dizer que "aquele foi o dia que eu prometi, que eu nunca cantaria sobre amor, se ele não existisse; Mas querido...Você é a única exceção". (Paramore) ou até mesmo:
"Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça"
(Dom Quixote - Engenheiros)
Não que as músicas sejam "ofensivas", elas são lindas, românticas, cruéis, realistas - cada uma a seu modo - mas isso é uma questão de gosto e bom gosto, afinal, existem outras como as nativistas:
"Nunca mais eu partirei, nem vou te deixar partir,
Muitas vezes é melhor ficar, do que andar sem saber pra onde ir." (Wilson Paim)
E assim como nas variadas músicas, é incomparavelmente idêntico na escrita, o que vale sempre é a interpretação do leitor, neste caso.

17 de fev. de 2011

As minhas portas:

Eu voltei. Na verdade sempre estive aqui, invisível, sumida ou simplismente ocupada demais.
Ocupada? Em férias?
Ocupada no meu mundinho, absolutamente meu e de quem eu deixo conviver.
Mundinho não superior, nem intocável - apenas é uma forma de pensar, agir, viver.
Onde talvez não tinha encontrado, uma forma explícita de dizer não, no que eu não concordo. Não e deu.
No meu mundo existe isso, pelo menos quase sempre existe, ele é meu, é como se eu me olhasse antes e fosse a correia da bicicleta que os outros pedalam - é, isso antes de idealizar o meu mundo - afinal, ele é o mesmo seu, apenas é melhor e mais convicto - porque faz as pessoas felizes, sem tanta hipocrisia e desprezo pelo ser que seja humano e totalmente imperfeito.
É como se eu estivesse vendo várias portas (como naqueles desenhos animados, que existem milhares de portas, e ali os "personagens" se escondem, fogem, e brincam).
Pois é, vendo portas que as pessoas erram e acertam.
Algumas abrem mil erradas, outras abrem a certa na primeira vez; e descobrem que poderia ser bem melhor se não tivessem aberto a tal.
Digo hoje, que assim como as portas existem escolhas, e alternativas - num modo geral filosófico (na minha opinião) - só que não é a porta certa, ou a pessoa certa, é como se nós espelhacemos os nossos passos, escrevendo eles de forma cautelosa e frágil, e se errarmos, o mundo cai em cima de nós imperfeitos? Para mim não, isso é até uma questão de opinião ou forma de agir. É a lei do "Aqui se fez, aqui se paga" - a volta tríplice - não que desejamos mal, mas aquilo que fazemos, colhemos; não adianta plantar milho e querer colher batata, não é?
Aí as pessoas culpam a vida, ou neste caso as portas.
Mas nunca pararam para pensar como seus filhos crescem, e eles próprios envelhecem, ou como o trabalho faz bem, ou como a vida é linda... E sempre culpam alguma coisa quando a imperfeição vem a tona. Então parem de culpar, não é questão de culpa, é uma questão de sabedoria do ser, não são as portas, nem as pessoas, são o que nós fazemos delas.
Posso abrir uma porta sombria e fazer com que ela seja bela e feliz, ou ao contrário.
Mas sou eu que decido, não é você.

"If I'm a bad person, you don't like me
Well, I guess I'll make my own way"
(continuação)