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30 de mar. de 2011

A bela vida oculta:

É incrivel como, em um momento podemos conhecer uma pessoa que no popular 'conhecemos de vista' e ela pode mudar a nossa vida, atordoar nossos pensamentos e dominar nossos sonhos.
Se torna mais óbvio do que ridículo quando dizem: "achava que tu era cheia, mas é bem legal".
A mania do criticar sem saber absolutamente nada.
Seria tão diferente, se as coisas que gostamos não terminassem de repente, e se os momentos da vida durassem para sempre. Um sorriso no rosto deveria ser pleno e quando chorássemos fosse só de alegria. Imaginem se cada abraço fraterno fosse imortalizado e cada conversa fosse gravada silenciosamente. As amizades fossem multiplicadas e os desentendimentos esquecidos no próximo segundo, se os amores de nossas vidas fossem eternos e se nossos amigos nunca nos abandonassem.
Mas a vida é completamente diferente e deve ser vivida plenamente, a cada segundo. Cada dia é uma historia, cada passo uma conquista e cada pedra no caminho é uma forma de amadurecimento. E mesmo que o tempo passe, e que as coisas mudem, é olhando para trás que nos damos conta que simplesmente vivemos, ou pelo simples fato de saber o quanto fomos felizes com coisas que não damos valor, mas hoje sentimos muita falta.
Por isso não acredito em coincidências. Com certeza elas existem, mas têm uma razão. Tudo tem uma razão. As vezes pessoas que não conhecemos passam por nossas vidas e deixam um vazio imenso, parece uma cratera aberta no meio do nada, e pessoas que conhecemos há muito tempo ( que sempre estão ao nosso lado), se vão e não deixam nem instantes de momentos, sensações.
Amigos são amigos, conhecidos são só conhecidos. E isso pode confundir a realidade do sentimentalismo.
Digamos que de cem pessoas, duas são suas amigas, e o resto são conhecidos que podem tornar-se amigos.
Outro ponto que sempre questiono, é as escolhas e oportunidades; eu não me importo com o que eu faço, ou o que você faz, mas nós temos algo em comum, nos importamos conosco.
São coisas tão banais e reais, ao contrário do que muita gente diz.
Tive a bela e fria comprovação disto esses dias, e como uma boa blogueira relatei acima, um pouco confuso e sem sentido pra quem lê sem ter vivido, ou talvez é uma idiotice sem pé e cabeça.
Hoje estou tão pensativa, que as vezes nem eu entendo o que a vida diz. Ela me diz tantas coisas, ao mesmo tempo.
Isso é surreal e impotente, afinal, só somos seres, amigos e realistas - nisso recorda-me aquele ditato "faça o que eu digo e não faça o que eu faço".
É exatamente isso, uma ótima filosofia para começar a aprender a viver novamente.
Foto: Internet
Não deixe de fazer hoje, o que você vai pensar em fazer amanhã - porque você não pode estar aqui para ver isso.
Não deixe de sorrir quando tem vontade de chorar. Também não deixe de sofrer, chorar, gritar, mas não esqueça que pode contar com aquelas duas pessoas, ainda.
Ame, ame muito. Seja o melhor amigo, de quem você queria ser. Seja quem você é, ou quem quer ser.
Não se importe, a vida é sua, e no entanto é tão bela, quanto oculta.
Cante, dance, leia, ria, estude - as oportunidades também são suas, escolhas.
E não se esqueça, que o quanto mais você se importa (desculpe o termo),  mais se fode, literalmente, porque ninguém liga para os outros, como você.

28 de mar. de 2011

Outra opinião:

Este domingo eu e alguns amigos olhamos um filme que foi muito comentado a partir de 2008. Não é lançamento, mas como todo mundo que ja olhou falou bem decidi ir até a locadora para pegar o tal cujo filme,  "Na Natureza Selvagem".
Certamente já leram o blog Mundo Fascinante, e o blog da minha mãe, os quais expõem opiniões completamente distintas das minhas.
Eu sei que é difícil encontrar pessoas que tenham a mesma opinião sendo tão diferentes, por isso, que fique mais do que claro que são apenas opiniões (formas de criticas expressas), e que jamais devem ofender a ninguém, até porque é apenas um filme.
Ao meio de inúmeros comentários, juro que me surpreendi com o filme; um certo "lunático" demais.
Vendo ao meu ponto de vista, a ator mostrou a sociedade, muito bem aliás - mas ainda penso que ele não precisava fugir da vida, ou buscar a liberdade daquela forma tão dramática.
No filme percebi o quanto todos nós somos muito hipócritas, e não damos o mínimo valor para o que temos ao nosso lado, a nossa familia, os nossos amigos, são aqueles que dividimos os nossos momentos, sempre.
O quanto somos amados, admirados ou até mais, podemos ser odiados, afinal ódio é um sentimento (raro, e que também vem do amor).
A sabedoria do homem se perdeu nos séculos. Parecem linhas do tempo, onde adotaram novas regras e novas gerações esqueceram dos valores éticos, ou sociais.
O filme mostra também o consumismo (o dinheiro), afinal não era daquele jeito, não é sair ao léu sem nada e sobreviver daquela forma. Mas imaginem isso hoje em dia, num mundo totalmente diferente (questão de décadas), onde só existe dinheiro e poder, onde o meio onde vivemos não importa, onde tentam vender até a felicidade, e se pudessem matavam todo o planeta só para dizerem que eles podem fazer o que querem, quando querem fazer.
Isto é absolutamente rídiculo, aliás o filme relatou perfeitamnete isso ao meu ver.
A fotográfia é incrivel, e a trilha sonora simplismente perfeita.
Não digo que o filme 'mudou a minha vida' porque eu penso diferente. Mas mesmo assim, ele mudou muitas coisas na forma de ver.
 Algo que me chamou a atenção: “A Felicidade só é verdadeira quando é compartilhada.” Christopher Johnson McCandless.

A minha real conclusão foi que a nova vida de Alexander Supertramp (tradução: Super Vagabundo) não foi 'em vão' ou 'inutil', ele foi essencial.
Não digo que eu faria o mesmo, até porque não teria coragem de abandonar tudo, muito menos quem eu amo. Como foi baseado em uma história real, chama mais atenção, pois 'Alex' fio muito corajoso e destemido. Enfrentou o medo, a dor, fome, saudade e solidão. É uma história muito maluca, que serve para muita gente que não acredita em nada. É verdadeiramente muito desafio, aventura como ele mesmo propõe. É audacioso e ao mesmo tempo tão frágil. O filme confunde os sentimentos, com as melodias belas e inconfudiveis do Pearl Jam e Eddie Vedde.
Gostei do filme e recomendo.
Só para detalhar: Meus amigos ainda vão querer comprar uma combi.