1 de abr de 2011

Mais uma do amor:

Soneto do Amor Total


Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinicius de Moraes

Como disse, não procuro definições (as vezes necessito de explicações), mas procuro viver intensamente a cada momento.
Não sei o quanto a felicidade influência nisso, mas o amor torna-se controlável e imediato, talvez pelo fato de amar demais como sugere o soneto.
Um bom autor não fala, sugere. Não diz o que sente, não explica, mas confunde. Não define, vive. Não se arrepende, ou morre ou fica feliz. Não tem escolha.
Dizem que todos nós somos capazes, não duvido, mas não é seguido a risca porque as pessoas se subestimam. Acredito até, o tanto quanto cada uma dessas pessoas são felizes.
Sabe que comecei a acreditar nos seus ideias, por isso dizem que almas gêmeas existem, pois elas são diferentes e se completam (não gosto da teoria das laranjas, porque nenhum - digo, jamais, nunca - nenhum ser humano será igual).
As pessoas felizes não são aquelas que demonstram tal, são as que aproveitam as coisas pequenas, e imensas, como o amor.
Eu sei que isso é inevitável (mas eu verdadeiramente não gosto de me contradizer), admito que voltei atrás do que já tinha afirmado, tanto que a amizade não existem, ou que o amor e o mundo são hipócritas diante do ser.
Hoje enquanto caminhava pela rua solitária e certamente vazia, percebi mais uma vez que o mundo pode se transformar em muitos, em um olhar, um segundo.
Não precisamos de brigas, precisamos de amor. Não queremos discussões, queremos ideias. Como diz a filosofa: "no momento, temos mais o que unir do que dividir, meus caros irmãos".
Eu não explico, eu não idealizo, eu critico e vejo; como todos, invariavelmente como todos, com outros olhos.
Depois que inventaram essa nova moda, ou nova tendência das pessoas serem como a mídia quer, o mundo não é o mesmo. Não me digam que isso é "caretice" ou "preconceito" (um pré-conceito), porque não é.
Digam se os valores são os mesmos? O respeito, a educação, as crianças?
Ou analisem o simples amor do ser humano - aí me digam, se a felicidade não mudou também.

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