30 de mar de 2011

A bela vida oculta:

É incrivel como, em um momento podemos conhecer uma pessoa que no popular 'conhecemos de vista' e ela pode mudar a nossa vida, atordoar nossos pensamentos e dominar nossos sonhos.
Se torna mais óbvio do que ridículo quando dizem: "achava que tu era cheia, mas é bem legal".
A mania do criticar sem saber absolutamente nada.
Seria tão diferente, se as coisas que gostamos não terminassem de repente, e se os momentos da vida durassem para sempre. Um sorriso no rosto deveria ser pleno e quando chorássemos fosse só de alegria. Imaginem se cada abraço fraterno fosse imortalizado e cada conversa fosse gravada silenciosamente. As amizades fossem multiplicadas e os desentendimentos esquecidos no próximo segundo, se os amores de nossas vidas fossem eternos e se nossos amigos nunca nos abandonassem.
Mas a vida é completamente diferente e deve ser vivida plenamente, a cada segundo. Cada dia é uma historia, cada passo uma conquista e cada pedra no caminho é uma forma de amadurecimento. E mesmo que o tempo passe, e que as coisas mudem, é olhando para trás que nos damos conta que simplesmente vivemos, ou pelo simples fato de saber o quanto fomos felizes com coisas que não damos valor, mas hoje sentimos muita falta.
Por isso não acredito em coincidências. Com certeza elas existem, mas têm uma razão. Tudo tem uma razão. As vezes pessoas que não conhecemos passam por nossas vidas e deixam um vazio imenso, parece uma cratera aberta no meio do nada, e pessoas que conhecemos há muito tempo ( que sempre estão ao nosso lado), se vão e não deixam nem instantes de momentos, sensações.
Amigos são amigos, conhecidos são só conhecidos. E isso pode confundir a realidade do sentimentalismo.
Digamos que de cem pessoas, duas são suas amigas, e o resto são conhecidos que podem tornar-se amigos.
Outro ponto que sempre questiono, é as escolhas e oportunidades; eu não me importo com o que eu faço, ou o que você faz, mas nós temos algo em comum, nos importamos conosco.
São coisas tão banais e reais, ao contrário do que muita gente diz.
Tive a bela e fria comprovação disto esses dias, e como uma boa blogueira relatei acima, um pouco confuso e sem sentido pra quem lê sem ter vivido, ou talvez é uma idiotice sem pé e cabeça.
Hoje estou tão pensativa, que as vezes nem eu entendo o que a vida diz. Ela me diz tantas coisas, ao mesmo tempo.
Isso é surreal e impotente, afinal, só somos seres, amigos e realistas - nisso recorda-me aquele ditato "faça o que eu digo e não faça o que eu faço".
É exatamente isso, uma ótima filosofia para começar a aprender a viver novamente.
Foto: Internet
Não deixe de fazer hoje, o que você vai pensar em fazer amanhã - porque você não pode estar aqui para ver isso.
Não deixe de sorrir quando tem vontade de chorar. Também não deixe de sofrer, chorar, gritar, mas não esqueça que pode contar com aquelas duas pessoas, ainda.
Ame, ame muito. Seja o melhor amigo, de quem você queria ser. Seja quem você é, ou quem quer ser.
Não se importe, a vida é sua, e no entanto é tão bela, quanto oculta.
Cante, dance, leia, ria, estude - as oportunidades também são suas, escolhas.
E não se esqueça, que o quanto mais você se importa (desculpe o termo),  mais se fode, literalmente, porque ninguém liga para os outros, como você.

28 de mar de 2011

Outra opinião:

Este domingo eu e alguns amigos olhamos um filme que foi muito comentado a partir de 2008. Não é lançamento, mas como todo mundo que ja olhou falou bem decidi ir até a locadora para pegar o tal cujo filme,  "Na Natureza Selvagem".
Certamente já leram o blog Mundo Fascinante, e o blog da minha mãe, os quais expõem opiniões completamente distintas das minhas.
Eu sei que é difícil encontrar pessoas que tenham a mesma opinião sendo tão diferentes, por isso, que fique mais do que claro que são apenas opiniões (formas de criticas expressas), e que jamais devem ofender a ninguém, até porque é apenas um filme.
Ao meio de inúmeros comentários, juro que me surpreendi com o filme; um certo "lunático" demais.
Vendo ao meu ponto de vista, a ator mostrou a sociedade, muito bem aliás - mas ainda penso que ele não precisava fugir da vida, ou buscar a liberdade daquela forma tão dramática.
No filme percebi o quanto todos nós somos muito hipócritas, e não damos o mínimo valor para o que temos ao nosso lado, a nossa familia, os nossos amigos, são aqueles que dividimos os nossos momentos, sempre.
O quanto somos amados, admirados ou até mais, podemos ser odiados, afinal ódio é um sentimento (raro, e que também vem do amor).
A sabedoria do homem se perdeu nos séculos. Parecem linhas do tempo, onde adotaram novas regras e novas gerações esqueceram dos valores éticos, ou sociais.
O filme mostra também o consumismo (o dinheiro), afinal não era daquele jeito, não é sair ao léu sem nada e sobreviver daquela forma. Mas imaginem isso hoje em dia, num mundo totalmente diferente (questão de décadas), onde só existe dinheiro e poder, onde o meio onde vivemos não importa, onde tentam vender até a felicidade, e se pudessem matavam todo o planeta só para dizerem que eles podem fazer o que querem, quando querem fazer.
Isto é absolutamente rídiculo, aliás o filme relatou perfeitamnete isso ao meu ver.
A fotográfia é incrivel, e a trilha sonora simplismente perfeita.
Não digo que o filme 'mudou a minha vida' porque eu penso diferente. Mas mesmo assim, ele mudou muitas coisas na forma de ver.
 Algo que me chamou a atenção: “A Felicidade só é verdadeira quando é compartilhada.” Christopher Johnson McCandless.

A minha real conclusão foi que a nova vida de Alexander Supertramp (tradução: Super Vagabundo) não foi 'em vão' ou 'inutil', ele foi essencial.
Não digo que eu faria o mesmo, até porque não teria coragem de abandonar tudo, muito menos quem eu amo. Como foi baseado em uma história real, chama mais atenção, pois 'Alex' fio muito corajoso e destemido. Enfrentou o medo, a dor, fome, saudade e solidão. É uma história muito maluca, que serve para muita gente que não acredita em nada. É verdadeiramente muito desafio, aventura como ele mesmo propõe. É audacioso e ao mesmo tempo tão frágil. O filme confunde os sentimentos, com as melodias belas e inconfudiveis do Pearl Jam e Eddie Vedde.
Gostei do filme e recomendo.
Só para detalhar: Meus amigos ainda vão querer comprar uma combi.



27 de mar de 2011

Sem definições:

Eu acho a crítica uma coisa magnífica, é fascinante. Ontem percebi o quanto me criticam,  e esquece que eu também não sou perfeitinha. Tenho plena certeza que não sou uma pessoa das mais fáceis de conviver, sou complicada em certas ocasiões e as vezes nem eu me suporto, mas dizem também que tenho um caracter excelente, que sou muito sincera.
A auto critica não funciona na maioria dos casos. Afinal, como é difícil se expressar (em um blog, ou numa folha de papel), os sentimentos mais bobos ou mais significativos que cada um têm, mesmo assim são sentimentos. É muito mais difícil desabafar, pois eu gostaria de ter coragem suficiente de falar tudo em uma conversa, mas isso parece ser improvável, impossível(no sentido de sentimentos, claro).
Outra coisa que me chamou muita atenção, que eu fixava os meus olhos naquela palavra, que sempre ilustrava alguma coisa muito significativa, onde poderia sobreviver a tudo e a todos, acho que era o amor.
Assim o tempo foi se passando e acabei descobrindo várias derivações da palavra e quanto mais eu conhecia, mais mergulhava naquele mundaréu de sentimentos. E então eu ouvi o primeiro: “eu te amo.” Mas eu não acreditei. Alguns dias atrás comentei sobre isso (que não existe amor).
Mas isso é tão sem sentido, porque me senti vazia por dentro. Afinal, eu não sabia no que pensar, diante de tantos acontecimentos. Eu vi que realmente lia muito sobre o amor, mas eu não sabia de fato o que era.
E eu vi que falar de amor não é amar. E isso vai virando uma grande confusão, ainda mais em uma cabeça de uma adolescente.
O amor para alguns é como uma nuvem, para outros é forte como o aço; Para outros é uma forma de viver, ou é um jeito de sentir. E ainda alguns dizem que o amor está persistindo, outros dizem que está desistindo.
Dizem que o amor é tudo, e alguns dizem que não sabem nem o que é.
Foi de tanto ouvir, que decidir falar sobre ele, porque não falamos do que não sabemos, então digo que o amor não é um sentimento qualquer, ele é mais forte que qualquer coisa; e amor não é só falar eu te amo, é estar ao lado de quem precisamos estar, quando amamos; amor não é feito de apostas e respostas, é sentido por quem ama, quem sente e não consegue explicar.
Quem explica não sente jamais, e quem sente de verdade o que é realmente o amor, nunca vai achar uma definição que o descreva.

25 de mar de 2011

Mais uma imperfeição:

Sabia que eu já quis entender as pessoas...mas me cansei.
Já critiquei e depois fiz igualzinho, já me arrependi e não sabia como voltar atrás. Eu também já liguei quando a saudade falou mais alto, já liguei só para dizer "o quanto estou com saudades'.
Eu já quis mudar radicalmente, mas acho que isso não me faz feliz. Uma vez até me elogiaram, e quando me olhei no espelho,  só vi um monstro - ai decidir ser eu mesma pra sempre (afinal, mudar não é a melhor escolha, ainda mais pra quem não gosta de você como você é).
Já fiquei sem palavras, mas já falei coisas que nem eu mesma esperava, eu também já perdoei, mas ainda estou aprendendo a esquecer. Já quis viver a vida com toda intensidade do mundo, mas já quis também só ver a vida passar.
Já quis me entender, mas já desisti também... entendi que o importante é aproveitar! Afinal, eu já errei e já me decepcionei, já fui enganada, já me iludi, já aprendi, já acertei e hoje sou feliz, aliás sou uma pessoa muito feliz, tenho tudo o que quero, sou  quem quero ser, faço o que tenho vontade de fazer e o que tenho obrigação, com um porém, amo quem devo amar e quem me ama como sou; tenho meus sonhos e objetivos na vida, tenho sentimentos bons e ruins no coração, me apaixono, me distraio, e as vezes descubro que caio sozinha, e me levanto mais forte. Ainda acredito no ser humano, e sei que é preciso ser imperfeito para que se possa buscar alguma perfeição.

23 de mar de 2011

E seu eu disser que...

Hoje acordei mais calma, tão disposta a esperar pelas coisas e tão paciente. Hoje acordei diferente, eu que sempre fui essa pessoa calma, mas apressada, que nunca pensa duas vezes antes de passar por cima de tudo, eu que tentei ouvir meus sentimentos, mas nunca dei muita bola para o que eu realmente sentia.
Hoje acordei e notei que o meu coração está batendo mais devagar, sim, esse meu coração que sempre bateu num ritmo muito acelerado, hoje resolveu se acalmar. Hoje acordei e vi que o meu pensamento a respeito das coisas mudou, no fundo, eu já esperava que isso fosse acontecer, e é uma sensação boa.
Hoje acordei e vi que a única pessoa que realmente preciso na minha vida sou eu mesma, percebi que não adianta fugir da vida e nem do amor, um dia ela acaba te alcançando, de qualquer jeito, mas isso se for realmente para acontecer, ou se estiver escrito.
Também fui muito criticada, hoje não mais (mudou muito), pois sou eu que critico.
Eu que decido quem amar, quem fazer parte da minha vida.
Infelizmente são poucas as pessoas que eu verdadeiramente gosto, amo, confio e acredito.
Posso dizer que não sou uma pessoa muito fácil de lidar, afinal, são sou um brinquedo, e também penso.
E por pensar, e as vezes pensar demais, até naquilo que ninguém pensa, eu me torno diferente, não mais nem menos, mas não igual - também não melhor, ou inferior.
Eu digo que sim, eu tenho sentimentos, acredite. Sei que sentimentos, são sentimentos, vamos combinar; eles não são fáceis, mas são bonitos, e eles vem de dentro de nós.
Um pedaço de mim não concorda em demonstrá-los, e isso pode até ser egoísmo, mas eles não seu meus?
Mas o outro lado me diz que as pessoas nunca vão saber o que eu sinto,"porque sou eu que sinto".
Para aquelas pessoas, aquelas que têm seus sentimentos, por favor, parem de criticar quem não os têm (ou não quer compartilhar) e sintam os seus próprios; no final das contas vocês vão ver que serão o que falam, o que sentem, e não o que demonstram.

20 de mar de 2011

As rosas e a vida:

'Nem palavras duras nem olhares severos devem afugentar quem ama; as rosas tem espinhos e, no entanto, colhem-se." Shakespeare



A interpretação varia, eu sei, pois até o então pensava que as rosas representavam a vida, aquela que realmente achava que via. Mas invariavelmente me surpreendi quando abri os meus olhos para enxergar novas definições, afinal, as rosas podem ser como a vida, mas elas são puras e singelas, são lindas e fofas, românticas e, além disto, têm espinhos. Não compreendo como a natureza é tão perfeita, na frase identifiquei mais que isto. As rosas são perfeitas, e os espinhos machucam apenas quem não sabe admirá-las, e na vida não, os espinhos são mais cruéis, mas não fazem parte da natureza, por isto são tão imperfeitos, porque o homem modifica-os ao invés de admirar e preservar.
Não sei se isso é uma coisa boa, afinal a nossa percepção é algo tão pessoal e original, mas as rosas mudaram mesmo o meu modo de ver algumas coisas nesta vida; pode até ser porque as roseiras são as únicas plantas especiais que não só nas suas flores têm significados: as folhas, por exemplo, simbolizam a esperança humana, sem falar nas suas cores.

12 de mar de 2011

Não tem o que falar.

Afinal, as garotas como eu não dizem, elas apenas fazem o que o coração diz. Não se importam com a roupa, nem com as aparências, mas se baseiam completamente nas atitudes e no pensamento. Não precisam de motivo ou de explicação, choram sem razão e sempre querem uma resposta. Não esperam, elas correm. Não se importam com o 'mais bonito, ou mais inteligente', elas não querem ser admiradas nem idolatradas, apenas amadas e respeitadas. É oito ou oitenta, amam ou odeiam. Sempre se apaixonam pelos seus melhores amigos, como aquelas paixões platônicas comuns. Na verdade elas têm medo de amar, medo de se entregar, medo de mergulhar e se apaixonar. É completamente imbecil esse medo que corrói, mas ao mesmo tempo protege.


'Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele.'
Victor Hugo

A vida contra a hipocrisia?

Foto original ®
Um ditado, que é esquecido às vezes: "Quem fala de ti comigo, falará de mim contigo."
Eu já ouvi muitas coisas sobre isso, inevitavelmente de todos os tipos.
Eu simplesmente ouvi, e me calei. Também já tentei mudar o mundo, as pessoas, os pensamentos delas; mas depois disto me cansei. Aí me fingi de burra. Depois de cega. Ou até de desentendida.
Penso: o mundo inteiro é esperto demais, ou é só mais uma forma de classificar a loucura das pessoas?
Dissimulação é algo muito feio pra ser chamado de esperteza, em minha opinião.
Especular a vida dos outros e tirar as próprias conclusões é tão pequeno quando comparado com o mundo.
Aí eu sempre digo: "O feitiço move-se contra o feiticeiro." (este é outro ditado certeiro, tanto como a volta tríplice).
Na verdade, às vezes já se moveu e de tão ocupado com a vida alheia, o outro nem percebeu.
Mas mesmo assim, toda a história, boa ou ridícula tem ponto final.
Acabei de colocar um, então.

Aos poucos eu percebi:

...que se apaixonar é inevitável, e que as melhores provas de amor são as mais simples. Um dia percebemos que o comum não nos atrai, e que ser classificado como bonzinho não é bom. Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você. Um dia saberemos a importância da frase: "Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa". Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, e que não damos valor a isso! Que homem de verdade não é aquele que tem mil mulheres, mas aquele que consegue fazer uma única mulher feliz! Enfim... um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem de ser dito. O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras!
Texto: Mário Quintana

11 de mar de 2011

Mais uma música:

Eu não posso tomar minhas próprias decisões
Ou fazer com precisão
Bem, talvez você devesse me amarrar
Então eu não vá para onde você não me quer

Você diz que eu fui mudando
Que eu não sou simplesmente o envelhecimento
Sim, como poderia ser lógico?
Basta manter as idéias na minha garganta

Você não precisa acreditar em mim
Mas o que eu caminho, meu modo de ver
Da próxima vez que você apontar um dedo
Eu poderia ter que dobrá-lo de volta
Ou quebrá-lo, quebrá-lo fora
Da próxima vez que você apontar um dedo
Eu vou indicar você para o espelho

Brincando de Deus:Paramore

10 de mar de 2011

De repente sou aquela:

Senhorita certinha, sonhadora, inconstante, emotiva, sensível, intuitiva e teimosamente realista. Tenho uma doce calma que convive com a minha indignação. Sou completamente lúcida com os meus momentos de loucura. Sou totalmente decidida, mas em alguns momentos eu não tenho certeza disso.Tenho uma incrível inteligência que ultrapassa todas as minhas dificuldades. Tenho uma excelente memória que lembra de muitas coisas que não preferem lembrar. Gosto do amargo, mas não resisto ao doce. Sofro antecipadamente e intensamente, mas supero depois de dois dias. Amo e odeio. Choro no mesmo momento que acho graça. Sou uma garota que gosta de ficar sozinha sem ser anti-social. Sou uma pessoa que pensa por si só mas que considera a opinião alheia nas situações. Sou seletiva e dizem que sou simpática, também sou clara e sincera demais. Posso ser a música e ouvinte. Sou leitora ou escritora. Sou uma antítese. Poderia ser um verbo. Tenho várias hipérboles. Adoro uma ironia, com uma boa educação. Mas mesmo assim, gostaria de ser mais um substantivo com vários adjetivos. Afinal, eu não sou um idioma; Eu sou só mais uma imperfeita humana.

9 de mar de 2011

Estou me afastando...

Foto: Depois dos Quinze
... de tudo que me atrasa, me engana, me segura, me destrói e me retém. Vou ser feliz, e não volto ! (CFA)

8 de mar de 2011

Pós carnaval '?'

Foto original ®
Ao fim de mais um Carnaval. O mundo parece cruél, e ao meio da folia se perde, fica na solidão.
Na verdade eu não gosto de Carnaval. Eu não suporto. E porque eu estava lá? Pois é, eu estava lá. Por dois grandes motivos: compromisso e parceria.
E como um amigo meu me disse ontem: "É brabo ter amigo" - eu penso que o mais difícil é ser um deles. E se eu acho que o mundo é cruél? Se ele é comigo, não vai ser pra eles.
Às vezes olhamos para o céu na esperança de achar uma resposta ou então, desejamos com toda a nossa força que alguém traga-nos um aviso bom. Às vezes parece que todos os nossos sonhos escorrem pelos nossos dedos como água corrente das cachoeiras.
Hoje eu que te afirmo, com toda certeza que essas coisas fazem parte da vida. Nós somos como um caderno do inicio do ano letivo, precisamos ser preenchidos. É como um aprendizado, porque os sofrimentos, querendo ou não, regem nossa vida, e as alegrias fazem parte disto também, por incrível que pareça.  É como se precisássemos deles para nos tornar quem somos. É como se precisássemos de cada lágrima derramada pra que pudéssemos valorizar nosso sorriso.
Pode não parecer agora, mas daqui a um tempo você vai ver o quanto aprendeu com essa curta fase e vai conseguir colher bons frutos, ou não. Realmente é estranho imaginar que podemos tirar algo de positivo no meio de tantas lágrimas, mas é possível sim.
E quanto aos seus sonhos, bem, esses não escorrem ralo abaixo como se estivessem te abandonando. Esses ficam guardados esperando você conseguir força o suficiente para colocá-los em prática. Acredite nos seus sonhos e no seu potencial. Momentos tristes acontecem, afinal nós sempre somos mais forte do que aparentamos ser.
Se sentir vontade de chorar, chore. E se sentir vontade de sorrir, pode ter certeza que um sorriso é bem melhor que qualquer coisa. Mas ao fim, levante sua cabeça, seque suas lágrimas e lembre-se que sempre terá algum motivo para sorrir.  Porque você sabe que é forte, muito forte. Coloque sua melhor roupa e vá ver que linda está a vida. Sorria mesmo que o mundo implore para que você faça o contrário. Mostre-o para o mundo aí fora. Você consegue. É só tentar.
E mesmo assim eu não gosto de Carnaval; mas estava maravilhoso, deu pra sorrir e não dá pra acreditar que acabou.

5 de mar de 2011

Mesmo assim:

Foto: Depois dos Quinze
Eu nunca acho que sou a mais bonita, nem tenho o mais lindo sorriso. Eu não me pareço com a barbie e não tenho os ideais de beleza. Eu sonho acordada e choro sem razão. Eu uso perfume forte e detesto o doce. As vezes prefiro cabelo preso. Eu não saio de casa sem estar me sentindo bem. Eu adoro café preto, ou nescau, e não tomo café de manhã. Eu tento ser igual, ou seja, normal - mas acabo sendo completamente diferente, e isso também não é uma coisa de outro mundo.  Não que eu não seja humana, mas eu só penso diferente, e também não digo que eu estou certa ou errada. Eu vou bem em filosofia e não entendo a matemática. Eu já fui chamada de perfeita e descobri que a perfeição cansa. Eu já fui a melhor coisa na tarde de alguém, mas que não fez disso a melhor coisa para a minha tarde. Eu também conheço muitas pessoas, mas posso contar nos dedos quem realmente são os amigos de verdade. Eu também sou educada, e posso ser muito querida, mas posso ser insuportável quando eu quero. Eu já fui a garota dos sonhos de alguém. Eu também já encontrei alguém dos meus sonhos, e descobri que eram apenas sonhos, e já chorei por eles. Eu já tive fases, mas elas passam.  Já cheguei a conclusão que eu não gosto de pagode e de carnaval, mas não importa o que é, o que vale é quem esta junto com você, é o momento. E poderia dizer que já tive os meus dias mais felizes, e as vezes tenho que ter os tristes. Mas depois de tudo, ou de ver como as pessoas conseguem brigar por coisas futeis (exemplo de ontem), ainda mesmo assim, eu acredito nas pessoas, nem que seja só alguns pedaços delas.

3 de mar de 2011

Circunstância da vida:

Eu era alguém que tinha que fazer aquilo que esperavam de mim. Não importava. A situação se tornará realidade perante a situação.
Até o dia que eu abri os meus lindos olhos castanhos, levantei mais cedo, e percebi que poderia ser quem eu quisesse ser, embora seria eu mesma. Da maneira que eu achava que deveria ser, corretamente ou não, e sem pretextos para voltar atrás.
Naquele dia eu meu arrumei pra vida, coloquei a minha corrente legal, arrumei o cabelo, e não tomei café.
Parei de ouvir as músicas melosas, ouvi o que a minha alma precisava.
Eu caminhei pela rua, como todos os dias, mas desta vez saí do normal, do obvio, da rotina - e encontrei pessoas vazias e tristes, sozinhas. Eu vi a sombra e a dor. Naquele dia descobri que não existia amor. Percebi mais uma vez que não se vive sem paz e sem felicidade, e que não adianta ficar a procura dela. Que as coisas nunca cairão do céu, e que se as pessoas pudessem comiam o dinheiro e que no entanto nada nunca dura para sempre.
Naquele dia eu vi, o como é bom comer chocolate e rir de bobagens. Até que o infinito não é eterno. Que a paz não é plena. Que a dor é sustentação. E que as pessoas complicam o mundo.
Naqueles instantes, que o olhar das pessoas penetravam o meu, descobri que a vida vale muito mesmo. E que a circunstância de morrer não significa sumir, nem ser esquecido.

Uma coisa não comum:

Hoje vou fazer uma coisa não comum, pois acho que um blog deve ser como se os pensamentos fossem escritos. Na verdade não costumo fazer isto, mas esta é uma ocasião diferente.
Mesmo que seja com um atraso, o que sempre vale são às intenções.
Pois bem, umas das pessoas que me incentivaram a escrever, faz mais um especial aniversário - Alessandro Reiffer, uma pessoa de caráter pleno, honestidade e muito talento. Que incentiva, crítica e sabe elogiar.
Um excelente profissional, tanto como professor e escritor.
Quando fiz o curso de poesia, já tinha este blog, e no entanto vi que poderia ser mais que isso; Hoje fico muito feliz em poder dizer que o Alessandro me incentivou muito a escrever, sem ele saber, me identifiquei muito com algumas palavras que ele falou sobre o verdadeiro poeta. Não que eu saiba escrever, ou me torne uma escritora algum dia, mas pelo menos consigo agradar algumas pessoas com o que eu sinto e escrevo, ou não.
Um dos textos que ele escreveu que me chamou muito ateção, foi A Lenta Morte da Bela Mulher; talvez porque me fez ver que as aparências enganam, e que o ser humano julga sem nem ler, hoje já não faço isso.
Bom, sem mais delongas: Desejo tudo de bom pra ti. E que sempre seja esta pessoa que tu é, apesar de não te conhecer há muito tempo, e não nos vermos seguido, te admiro muito. Muitos anos de vida, e muitas felicidades.
Afinal o Alessandro Reiffer, sempre será o Alessandro Reiffer.

Aproveitando o ensejo, gostaria de parabenizar a Sr.ª Enadir Vielmo que recebeu da Assembleia Legislativa do Estado o prêmio "Mulher Cidadã 2001".
Não conheço a Dona Enadir à muito tempo, mas mesmo assim já admiro seu trabalho e dedicação, pois incentiva a qualificação da mulher pela arte, através de trabalhos voluntários no Centro Cultural Aureliano de Figueiredo Pinto da nossa cidade.